Apesar das críticas recorrentes sobre a adoção do Copilot, a Microsoft afirmou nesta quarta-feira que sua ferramenta de inteligência artificial está registrando crescimento consistente tanto em número de usuários quanto em nível de engajamento dentro do ambiente corporativo.
Durante a divulgação dos resultados trimestrais da empresa, o CEO Satya Nadella informou que o Microsoft 365 Copilot já soma 20 milhões de licenças corporativas pagas, consolidando a solução como uma das principais apostas da companhia em IA aplicada à produtividade.
Grandes empresas ampliam adesão
Segundo Nadella, a Microsoft quadruplicou o número de clientes com contratos superiores a 50 mil licenças.
Entre as companhias com mais de 90 mil licenças ativas estão gigantes como Bayer, Johnson & Johnson, Mercedes-Benz e Roche.
O executivo também destacou o acordo firmado recentemente com a Accenture, que envolve mais de 740 mil licenças, classificado por ele como o maior contrato já fechado pela empresa para o Copilot.
Engajamento já se aproxima do Outlook
Além da expansão comercial, a Microsoft sustenta que a ferramenta está se tornando parte da rotina de trabalho dos usuários.
De acordo com Nadella, o número de consultas feitas ao Copilot por usuário cresceu quase 20% em relação ao trimestre anterior, atingindo um patamar comparável ao nível de uso semanal do Microsoft Outlook.
Segundo ele, a IA já está se consolidando como um hábito diário dentro do ecossistema corporativo.
Plataforma aposta em múltiplos modelos de IA
Outro ponto enfatizado pela Microsoft é que o Copilot deixou de depender exclusivamente de modelos da OpenAI.
A empresa afirma que o sistema agora trabalha com roteamento inteligente entre diferentes modelos de linguagem, permitindo selecionar automaticamente a melhor arquitetura para cada tarefa.
Entre as integrações disponíveis está o suporte ao Claude, da Anthropic, ampliando a flexibilidade da plataforma.
Modo agente impulsiona adoção
Um dos principais motores desse crescimento tem sido o chamado modo agente, recurso que permite ao Copilot executar fluxos completos de trabalho em aplicativos como Word, Excel e PowerPoint.
A funcionalidade passou recentemente a ser a experiência padrão nesses aplicativos e possibilita delegar tarefas mais complexas à IA, incluindo ações em múltiplas etapas diretamente dentro dos documentos.
Na prática, isso permite que o assistente não apenas responda comandos, mas realize operações completas de forma autônoma.
Mercado reage positivamente
Durante a teleconferência, o analista Keith Weiss, do Morgan Stanley, afirmou que os números apresentados superaram amplamente as expectativas do mercado.
Os dados reforçam a estratégia da Microsoft de posicionar o Copilot como peça central da próxima geração de produtividade corporativa baseada em inteligência artificial.