Falha grave no macOS permitia invasores usarem Macs para minerar criptomoedas

Uma falha de segurança no macOS permitiu que cibercriminosos acessassem computadores Mac sem precisar de credenciais válidas e instalassem programas para minerar criptomoedas usando o hardware das vítimas.

A vulnerabilidade foi identificada como CVE-2026-65400 e estava relacionada ao recurso de Compartilhamento de Tela do sistema. O problema já foi corrigido pela Apple, mas ataques reais foram observados contra computadores expostos diretamente à internet.

Como o ataque funcionava?

O problema estava no processo de autenticação do Compartilhamento de Tela.

Em determinadas condições, um invasor conectado à rede poderia conseguir se autenticar no recurso sem apresentar credenciais válidas. Com isso, o criminoso poderia obter acesso ao computador e executar ações que normalmente exigiriam autorização do proprietário.

A falha foi descoberta pelo pesquisador de segurança Alfredo Pesoli e posteriormente corrigida pela Apple.

Criminosos começaram a explorar a falha

O caso chamou ainda mais atenção porque a vulnerabilidade não ficou apenas no campo teórico.

O Centro Nacional de Segurança Cibernética da Holanda (NCSC) informou ter recebido relatos de ataques reais contra Macs que estavam expostos diretamente à internet. Os ataques aconteceram pouco depois da publicação de uma prova de conceito demonstrando como explorar a vulnerabilidade.

Depois de conseguir acesso ao computador, o criminoso poderia instalar softwares maliciosos e utilizar os recursos da máquina para realizar diferentes atividades.

Uma delas era a mineração de criptomoedas.

Mac poderia ser transformado em uma máquina de mineração

A mineração de criptomoedas exige bastante poder de processamento.

Ao comprometer um Mac, o invasor pode instalar um programa que utiliza o processador e outros recursos do computador para realizar cálculos necessários à mineração.

Para o usuário, isso pode resultar em:

  • Computador mais lento;
  • Maior consumo de energia;
  • Aumento da temperatura do equipamento;
  • Uso excessivo do processador;
  • Redução da autonomia da bateria em notebooks;
  • Desgaste maior dos componentes.

O criminoso, por outro lado, aproveita o hardware da vítima para gerar criptomoedas sem precisar arcar com os custos da infraestrutura.

Vulnerabilidade já foi corrigida

A Apple disponibilizou atualizações para corrigir a falha.

Os usuários devem atualizar seus computadores para:

  • macOS Tahoe 26.6.1;
  • macOS Sequoia 15.7.9;
  • macOS Sonoma 14.8.9.

O Gabinete de Segurança Institucional (GSI) do governo brasileiro também classificou a vulnerabilidade como crítica e recomendou que organizações identifiquem equipamentos afetados e instalem imediatamente as correções.

Quem não puder atualizar deve desativar o recurso

Para quem não consegue instalar a atualização imediatamente, existe uma medida temporária: desativar o Compartilhamento de Tela.

No macOS, o caminho é:

Ajustes do Sistema → Geral → Compartilhamento

A partir daí, o usuário pode desativar o recurso enquanto não consegue atualizar o sistema.

Por que a falha é tão preocupante?

O caso mostra que até mesmo recursos legítimos de administração e acesso remoto podem se transformar em portas de entrada para criminosos quando apresentam problemas de segurança.

O risco é ainda maior para empresas e servidores Mac expostos diretamente à internet, já que esses equipamentos podem ser encontrados e atacados remotamente.

Por isso, manter o macOS atualizado e evitar deixar recursos de acesso remoto desnecessariamente expostos continua sendo uma das principais formas de reduzir o risco.

Se você utiliza um Mac, vale conferir agora a versão instalada e atualizar o sistema caso ainda esteja em uma versão vulnerável.