Brasil se Une aos EUA em Ação Internacional contra Pirataria na Copa do Mundo

Uma grande operação internacional contra a transmissão ilegal de jogos da Copa do Mundo resultou na derrubada de milhares de sites e canais de streaming no mundo todo. A ação foi coordenada pelo Departamento de Justiça dos Estados Unidos e contou com a colaboração direta de órgãos de segurança do Brasil.

A iniciativa focou principalmente em interromper sinal pirata durante as fases finais do torneio e combater riscos de segurança para os torcedores que acessavam essas plataformas.


Números da Operação no Brasil e no Mundo

Durante a fase de mata-mata da competição, mais de 3 mil domínios foram bloqueados ou tirados do ar globalmente. Os Estados Unidos e a Colômbia lideraram o ranking de remoções, com cerca de mil páginas desativadas em cada país.

No Brasil, o combate à pirataria digital também apresentou números expressivos:

  • 309 sites ilícitos de transmissão foram bloqueados.
  • 348 canais e grupos no Telegram foram desarticulados, afetando mais de 1,5 milhão de inscritos que compartilhavam conteúdos protegidos por direitos autorais.
  • Serviços de IPTV pirata e plataformas não autorizadas de streaming foram interrompidos.

No cenário sul-americano, a atuação brasileira foi conduzida pelo Laboratório de Operações Cibernéticas (Ciberlab), ligado ao Ministério da Justiça, em conjunto com a Polícia Civil de Pernambuco. Outros países da região, como Equador, República Dominicana, Peru e Argentina, também participaram das ações.


Riscos Digitais e Venda de Produtos Falsificados

Além da violação de direitos autorais, as autoridades alertaram para os perigos aos quais os usuários se expõem ao utilizar plataformas piratas. Muitas dessas páginas utilizam anúncios maliciosos projetados para infectar computadores e celulares com malwares, roubar dados pessoais ou capturar credenciais financeiras.

A ação internacional, batizada de Operation Red Card (Operação Cartão Vermelho), não se limitou ao ambiente virtual. As equipes também atuaram no combate à falsificação e venda ilegal de materiais esportivos, como camisas de seleções e álbuns de figurinhas não oficiais.