Microsoft admite desgaste de suas marcas e diz que precisa reconquistar usuários de Windows e Xbox

A Microsoft reconheceu publicamente que precisa recuperar a confiança e o entusiasmo de parte de sua base de consumidores.

Durante a apresentação dos resultados financeiros do terceiro trimestre fiscal de 2026, o CEO Satya Nadella afirmou que a empresa está empenhada em “reconquistar fãs” de produtos como Windows, Xbox, Bing e Microsoft Edge.

Segundo o executivo, o foco imediato está em corrigir falhas estruturais, elevar a qualidade das plataformas e melhorar a experiência entregue aos usuários mais fiéis.

Windows 11 enfrenta desgaste de imagem

A declaração acontece em meio ao momento delicado vivido pelo Windows 11, que enfrenta críticas relacionadas à estabilidade, experiência de uso e percepção geral da comunidade.

A insatisfação foi significativa a ponto de levar a própria Microsoft a anunciar esforços formais para aprimorar a plataforma e corrigir problemas apontados pelos usuários.

Apesar disso, o ecossistema Windows segue gigantesco.

A empresa informou que o sistema está presente em 1,6 bilhão de dispositivos ativos mensalmente, número que inclui versões anteriores, como o Windows 10.

A companhia, no entanto, não revelou quantos desses dispositivos já migraram especificamente para o Windows 11.

Receita segue em alta

Mesmo enfrentando desafios no relacionamento com consumidores, a Microsoft continua registrando desempenho financeiro robusto.

No trimestre, a companhia reportou US$ 82,9 bilhões em receita, crescimento de 18% na comparação com o mesmo período do ano anterior.

O principal motor desse avanço continua sendo a nuvem.

A divisão Microsoft Cloud gerou US$ 54,5 bilhões, representando alta anual de 29%.

IA vira protagonista

Nadella também destacou o avanço acelerado dos negócios ligados à inteligência artificial.

Segundo ele, a receita anualizada da operação de IA da empresa ultrapassou US$ 37 bilhões, crescimento de 123% em relação ao ano anterior.

O executivo afirmou que a estratégia da companhia está centrada em fornecer infraestrutura de nuvem e soluções baseadas em IA para empresas que buscam operar na chamada era da computação agêntica.

Outras áreas também cresceram

Entre os destaques positivos do trimestre estão:

  • receita da nuvem comercial do Microsoft 365: +19%
  • receita da versão para consumidores do Microsoft 365: +33%
  • receita do LinkedIn: +12%
  • receita do Dynamics 365: +22%

Xbox e licenças do Windows recuam

Nem todas as divisões, porém, acompanharam o ritmo de crescimento.

A receita com licenças OEM do Windows e dispositivos apresentou queda de 2%.

Já a área de conteúdos e serviços da marca Xbox registrou retração de 5% na comparação anual.

Os números reforçam o desafio da Microsoft: enquanto avança com força em nuvem e inteligência artificial, a empresa ainda precisa recuperar relevância e prestígio em produtos historicamente centrais para sua relação com o consumidor final.