As redes sociais foram o principal palco de golpes digitais no Brasil em 2025. De acordo com um levantamento da Serasa Experian, divulgado nesta sexta-feira (06), 78% dos anúncios, perfis e páginas falsas identificados no país estavam nessas plataformas. Ao longo do ano, foram mapeadas 37,8 mil tentativas de fraude digital.
O estudo aponta ainda que, em média, surgiram entre três mil e quatro mil novas ameaças por mês. Apesar do volume elevado, o monitoramento contínuo permitiu a remoção de 98% dos conteúdos irregulares. O tempo médio entre a identificação do golpe e sua retirada do ar foi de cerca de quatro dias.
Anúncios falsos são a principal isca
A maioria dos casos envolve anúncios fraudulentos, que representam 56% das ocorrências. Em seguida aparecem os perfis falsos, responsáveis por 32% dos golpes identificados. Essas contas costumam se passar por empresas conhecidas para atrair vítimas e direcioná-las a formulários, sites ou aplicativos maliciosos.
As redes sociais são especialmente atrativas para golpistas porque permitem que conteúdos enganosos se espalhem rapidamente, muitas vezes com impulsionamento pago. Além disso, criminosos conseguem recriar anúncios e perfis com facilidade, fazendo pequenas alterações no texto ou no visual para burlar sistemas de detecção.
Como se proteger de golpes nas redes
Para os consumidores, a principal recomendação é desconfiar de ofertas com preços muito abaixo do mercado e de mensagens que criam urgência artificial, como “últimas unidades” ou “compre agora ou perca”. Esses gatilhos emocionais são usados justamente para reduzir o senso crítico.
Já para as empresas, a orientação é manter monitoramento constante das redes sociais e estabelecer processos rápidos para solicitar a remoção de conteúdos falsos que utilizem indevidamente a marca. Essa vigilância contínua ajuda a reduzir prejuízos financeiros e danos à reputação.