FAB testa bombas no Gripen e coloca Brasil na linha de frente do caça sueco

A Força Aérea Brasileira concluiu com sucesso os testes de separação segura de bombas do caça F-39 Gripen na Base Aérea de Natal, no Rio Grande do Norte. Os ensaios aconteceram na última sexta-feira (6) e simularam situações reais de combate, avaliando o comportamento da aeronave durante o lançamento de armamentos.

Com a conclusão dessa etapa, o Brasil se tornou o primeiro país do mundo a realizar o disparo da bomba Mk84 usando o Gripen, caça desenvolvido pela sueca SAAB. O artefato pesa cerca de 900 kg e possui alto poder destrutivo, o que exige testes rigorosos para garantir a segurança da aeronave e do piloto.

Durante os experimentos no litoral potiguar, o F-39 também lançou bombas guiadas a laser equipadas com o sistema Lizard 500, de origem israelense. Essa tecnologia transforma munições convencionais em armamentos de alta precisão, ampliando significativamente a capacidade de ataque ao solo.

Segundo a FAB, todos os lançamentos foram acompanhados em tempo real, com atenção especial à separação das bombas e à estabilidade do caça em diferentes condições de voo. Fenômenos aerodinâmicos podem interferir nesse processo e até causar danos à aeronave, o que torna cada teste extremamente detalhado. De acordo com o coronel aviador Alisson Henrique Vieira, que chefiou a Operação Thor, essa análise minuciosa é essencial para liberar o uso operacional com total segurança.

O objetivo da campanha foi avançar no aprimoramento das capacidades ar-solo do Gripen, meta que foi atingida. Com isso, a Força Aérea Brasileira amplia seu poder estratégico, tornando o F-39 cada vez mais versátil. Além de defesa aérea e reconhecimento, o caça passa a ser uma opção concreta para missões de ataque ao solo.

Considerado referência na sua categoria, o F-39 Gripen reúne tecnologias de ponta, sensores avançados e sistemas modernos, projetados para atuar em cenários de combate complexos e ambientes hostis. Outro diferencial destacado pela FAB é o custo operacional reduzido, fator que torna o caça ainda mais atraente para uso contínuo e estratégico.