A Anthropic anunciou nesta quinta-feira (05) o lançamento do Claude Opus 4.6, a versão mais avançada do seu grande modelo de linguagem até o momento. O novo modelo chega com melhorias amplas, tanto em capacidades gerais quanto em tarefas especializadas, consolidando o Opus como o modelo mais poderoso do portfólio da empresa.
Segundo a Anthropic, o Claude Opus 4.6 foi otimizado para lidar com prompts mais extensos, executar tarefas complexas com maior precisão e oferecer desempenho superior em áreas como programação e finanças. O modelo já está disponível no chatbot do Claude, via API e em plataformas parceiras de computação em nuvem, mas o acesso é restrito a usuários pagantes. No Brasil, o plano Claude Pro, o mais acessível, parte de aproximadamente R$ 110 por mês.
Principais melhorias do Claude Opus 4.6
O Claude Opus 4.6 é o primeiro modelo da Anthropic que, em fase beta, suporta janelas de contexto de até 1 milhão de tokens. Esse limite máximo, no entanto, está disponível apenas para uso licenciado via API e envolve custos elevados, direcionados principalmente a aplicações corporativas e de pesquisa.
Em programação, o modelo apresenta avanços relevantes. A geração de código tornou-se mais confiável, inclusive em projetos extensos, com grandes bases de dados ou milhares de linhas. O desempenho em revisão de código e detecção de erros também foi aprimorado, reduzindo falhas comuns em cenários complexos.
Outra evolução importante está no trabalho com múltiplos agentes de IA. O Opus 4.6 passou a lidar melhor com tarefas colaborativas por meio do Claude Code, facilitando fluxos onde diferentes agentes atuam em conjunto em um mesmo projeto.
O modelo também estreia o recurso de pensamento adaptativo, que ajusta automaticamente o nível de raciocínio profundo necessário para cada tarefa. Esse mecanismo permite equilibrar inteligência, velocidade e custo computacional, além de oferecer mais controle ao usuário sobre como o modelo deve se comportar em diferentes cenários.
No ecossistema de produtividade, a integração com o Claude in Excel foi aprimorada e a Anthropic iniciou os testes do Claude in PowerPoint, que ainda está em fase inicial, mas amplia a presença da IA em ferramentas corporativas.
Segurança, avaliações e uso responsável
Seguindo os princípios da Anthropic, o Claude Opus 4.6 também reforça o foco em segurança. A empresa afirma que o modelo alcançou a menor taxa já registrada de comportamentos inadequados, como cooperação com atividades ilegais, respostas excessivamente elogiosas ou condutas manipuladoras. Além disso, o Opus 4.6 apresentou a menor taxa de falhas ao responder comandos dentro da plataforma.
Em avaliações internas, o modelo obteve as maiores pontuações da Anthropic em testes de programação com agentes, lógica, desempenho em finanças e capacidade de pesquisa de informações online.
Após relatos recentes de uso do Claude em ciberataques, a empresa também aprimorou seus mecanismos de detecção. Novos métodos foram implementados para identificar quando a IA pode estar sendo aplicada em atividades ilícitas, reforçando o monitoramento e a mitigação de usos indevidos.
Com o Opus 4.6, a Anthropic deixa claro que sua estratégia passa por ampliar capacidades técnicas sem abrir mão de controles mais rígidos, mirando aplicações avançadas em ambientes corporativos, científicos e de desenvolvimento de software.