Grupo Hacker ameaça vazar dados confidenciais da Ernst & Young

A gigante de consultoria e auditoria Ernst & Young (EY) está no centro de uma tentativa de extorsão cibernética. O grupo de hackers conhecido como ShinyHunters publicou o nome da empresa na Dark Web e exigiu contato até o dia 31 de julho, sob a ameaça de divulgar publicamente um grande volume de arquivos confidenciais.

A EY confirmou que identificou e bloqueou um acesso não autorizado aos seus sistemas ocorrido em abril, mas até o momento não respondeu publicamente às chantagens do grupo.


Como aconteceu a invasão?

De acordo com relatórios técnicos divulgados pela própria EY, a invasão não ocorreu diretamente na sua infraestrutura principal, mas sim através de uma falha de segurança em um sistema de terceiros.

  • Período do ataque: Os invasores tiveram acesso ao sistema parceiro entre os dias 28 de março e 12 de abril de 2026.
  • Detecção: A equipe interna de segurança da EY notou movimentações suspeitas em 23 de abril de 2026 e revogou imediatamente os acessos.

Apesar da contenção, os cibercriminosos afirmam ter obtido dados altamente sensíveis. O grupo alega inclusive ter conseguido credenciais de acesso a ferramentas estratégicas de desenvolvimento e gestão da empresa, como Jira, GitHub e Microsoft Azure — informação que ainda não foi confirmada pela auditoria.


Quais dados foram comprometidos?

Os arquivos obtidos pelos criminosos envolvem dados pessoais e financeiros de clientes da consultoria, incluindo:

  • Nomes completos e endereços;
  • Números de seguro social e identificação;
  • Dados de contas bancárias e cartões de crédito.

Como a EY atende multinacionais e órgãos governamentais de grande porte, o alcance do vazamento pode ser considerável.


Medidas de proteção e próximos passos

Para mitigar os impactos aos afetados, a Ernst & Young começou a notificar os clientes atingidos e está oferecendo 24 meses de serviço de monitoramento e proteção de identidade por meio da empresa especializada Experian.

As autoridades competentes foram acionadas para investigar o caso, enquanto o mercado aguarda o desfecho do prazo estipulado pelo grupo cibercriminoso.