A Meta está planejando entrar no setor de mercados preditivos com o desenvolvimento de um aplicativo independente chamado internamente de Arena. Inspirado em plataformas populares como Polymarket e Kalshi, o projeto foi revelado pelo jornal The New York Times.
Fontes anônimas ligadas à empresa afirmam que a iniciativa é tratada como prioridade máxima e integra a estratégia do CEO, Mark Zuckerberg, de surfar em comportamentos digitais emergentes. A dona do Facebook, no entanto, preferiu não comentar o assunto.
Como vai funcionar o Arena?
Embora siga a lógica de palpites em desfechos de eventos de política, finanças, esportes e cultura, o aplicativo terá diferenciais importantes para se adaptar ao público:
- Sem dinheiro real (por enquanto): Inicialmente, os usuários farão suas previsões utilizando um sistema de pontos semelhante ao de videogames. Contudo, a empresa não descarta adotar transações financeiras reais no futuro.
- Ecossistema integrado: A Meta planeja usar o peso de suas redes principais (Instagram, WhatsApp, Facebook, Messenger e Threads) para direcionar o público e impulsionar a nova plataforma.
IA e o histórico de projetos cancelados
O Arena não é a única aposta isolada da Meta para atrair novos públicos. A big tech também trabalha no Meta Photos, um app independente voltado para a geração de imagens por inteligência artificial (IA).
Apesar do entusiasmo, a Meta carrega um histórico complicado com aplicativos satélites. No passado, sua antiga divisão “New Products Experimentation” tentou emplacar ferramentas de música, podcasts, viagens e relacionamentos, mas nenhuma delas conseguiu engajar e todas acabaram descontinuadas.
A segunda chance do mercado preditivo na Meta
Se o Arena sair do papel, marcará a segunda incursão da Meta nesse segmento. Em 2020, a empresa lançou o Forecast, um app baseado em pontos onde usuários previam os desdobramentos da pandemia de Covid-19. Sem conseguir manter o público ativo, o serviço foi encerrado em 2022.