CISA emite alerta após ataque via Intune que apagou milhares de dispositivos

A CISA emitiu um alerta para organizações dos Estados Unidos após um ataque cibernético que explorou o Microsoft Intune, ferramenta de gerenciamento de dispositivos da Microsoft.

A falha foi utilizada em um ataque contra a Stryker Corporation, resultando na exclusão de sistemas e causando um impacto significativo na infraestrutura da empresa.

Ataque envolveu grupo hacktivista

A Stryker teria sido alvo do grupo Handala, conhecido por sua atuação política e alinhamento com causas pró-palestinas. Segundo os próprios invasores, a ação foi uma retaliação a conflitos no Oriente Médio.

Os cibercriminosos alegam ter exfiltrado cerca de 50 TB de dados antes de apagar aproximadamente 80 mil dispositivos conectados à empresa, na madrugada de 11 de março. A invasão teria sido viabilizada após o comprometimento de uma conta administrativa, permitindo a criação de um novo usuário com privilégios de Administrador Global.

Orientações para reforçar a segurança

Diante do cenário, a CISA recomenda que organizações reforcem imediatamente a segurança de ambientes baseados em Intune e outras soluções de gerenciamento de endpoints.

Entre as principais medidas destacadas estão:

  • Aplicação do princípio de menor privilégio para contas administrativas
  • Uso de controle de acesso baseado em função (RBAC)
  • Implementação obrigatória de autenticação multifator (MFA)
  • Adoção de boas práticas de controle de acesso privilegiado

A agência também orienta o uso de recursos do Microsoft Entra ID, como acesso condicional e análise de risco, para reduzir a possibilidade de acessos indevidos.

Controle mais rígido em ações críticas

Outro ponto enfatizado é a necessidade de múltiplas aprovações para operações sensíveis, como:

  • Limpeza remota de dispositivos
  • Atualizações de aplicativos
  • Alterações em permissões administrativas

De acordo com a Microsoft, a combinação dessas práticas reduz a dependência de contas altamente privilegiadas e fortalece a segurança geral do ambiente. A estratégia envolve limitar permissões, validar identidades e garantir maior controle sobre mudanças críticas dentro da infraestrutura corporativa.